quarta-feira, 29 de abril de 2009

Para humanizar o serviço Nacional de Saude é Preciso dar condições a quem lá trabalha.

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Inesperada, gripe suína foi prevista á 6 anos

Cidade do México em alerta por causa da gripe suína. Foto Eric Castaneyra/Flickr

O paradoxo deste pânico provocado pela gripe suína é que, apesar de ser totalmente inesperada, foi perfeitamente prevista. Há seis anos, a Science dedicou um artigo principal à evidência de que "depois de seis anos de estabilidade, o vírus da gripe suína norte-americana saltou para uma auto-estrada evolutiva".

Por Mike Davis para o Guardian

A gripe suína do México, uma quimera genética provavelmente concebida na lama fecal de uma suinicultura industrial, ameaça subitamente criar febre a todo o mundo. A erupção inicial pela América do Norte revela uma infecção que já viaja a velocidade superior que a última variedade pandémica oficial, a gripe de Hong Kong de 1968.

Roubando a ribalta do nosso oficialmente nomeado assassino, o H5N1, este vírus suíno é uma ameaça de desconhecida magnitude. Parece menos letal que a Síndrome Respiratória Aguda Grave de 2003 (Sars, sigla em inglês), mas, como gripe, pode ser mais durável que a Sars. Dado que as gripes sazonais domesticadas de tipo-A matam cerca de um milhão de pessoas por ano, mesmo um modesto aumento da virulência, especialmente se combinado com alta incidência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma grande guerra.

Entretanto, uma das suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, de há muito pregada pela Organização Mundial de Saúde, de que as pandemias podem ser contidas pelas respostas rápidas das burocracias médicas, independentemente da qualidade da saúde pública local. Desde que ocorreram as primeiras mortes provocadas pelo H5N1 em Hong Kong em 1997, a OMS, com o apoio da maioria dos serviços nacionais de saúde, promoveu uma estratégia centrada na identificação e no isolamento de uma variante pandémica dentro do seu raio local de eclosão, seguida de uma cuidadosa aplicação de antivirais e (se disponível) de vacina à população.

Um exército de cépticos contestou esta abordagem de contra-insurgência viral, assinalando que os micróbios podem hoje voar à volta do mundo (literalmente, no caso da gripe das aves) mais depressa que a capacidade de reacção da OMS ou dos funcionários locais. Também apontaram para a vigilância primitiva, muitas vezes inexistente, da interface entre as doenças humanas e animais. Mas a mitologia da intervenção ousada, preemptiva (e barata) contra a gripe das aves foi inestimável para a causa dos países ricos, como os EUA e o Reino Unido, que preferem investir nas suas próprias linhas Maginot biológicas em vez de aumentar dramaticamente a ajuda às linhas da frente da epidemia noutros países, assim como para a grande indústria farmacêutica, que combateu as exigências do mundo em desenvolvimento pelo fabrico de antivirais críticos genéricos e públicos, como o Tamiflu da Roche.

A gripe suína pode provar que a versão de preparação para pandemias dos Centros de Controlo de Doenças/OMS - sem novo investimento maciço em vigilância, infra-estrutura científica e regulatória, saúde pública básica, e acesso global a medicamentos essenciais - pertence à mesma classe de gestão de riscos que o estilo Ponzi dos títulos de Madoff. Não é tanto que o sistema de alerta pandémico tenha falhado; é que ele simplesmente não existe, mesmo na América do Norte e na União Europeia.

Talvez não seja surpreendente que o México não tenha nem capacidade nem vontade política para monitorizar as doenças do gado, mas a situação dificilmente é melhor a norte da fronteira, onde a vigilância é uma fracassada manta de retalhos de jurisdições estatais, e os criadores de gado empresariais tratam os regulamentos de saúde com o mesmo desdém com que lidam com trabalhadores e animais. Da mesma forma, uma década de alertas urgentes dos cientistas foi incapaz de garantir a transferência de tecnologia de análise viral sofisticada para os países em via directa com prováveis pandemias. O México tem especialistas mundiais em doenças, mas teve de enviar amostras a um laboratório de Winnipeg para identificar o genoma da estirpe. O resultado foi a perda de quase uma semana.

Mas ninguém estava menos alerta que os controladores de doenças de Atlanta. De acordo com o Washington Post, a CDC só soube da erupção seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de emergência. Não devia haver desculpas. O paradoxo deste pânico provocado pela gripe suína é que, apesar de ser totalmente inesperada, foi perfeitamente prevista. Há seis anos, a Science dedicou um artigo principal à evidência de que "depois de seis anos de estabilidade, o vírus da gripe suína norte-americana saltou para uma auto-estrada evolutiva".

Desde a sua identificação durante a Grande Depressão, a gripe suína H1N1 apenas se desviou ligeiramente do seu genoma original. Mas em 1998 uma estirpe altamente patogénica começou a dizimar porcas numa fazenda da Carolina do Norte, e novas e mais virulentas versões começaram a aparecer quase anualmente, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes internos do H3N2 (o outro tipo de gripe tipo-A que circula entre os humanos).

Investigadores entrevistados pela Science mostraram preocupação por um destes híbridos poder tornar-se uma gripe humana (acredita-se que tanto a pandemia de 1957 quanto a de 1968 tiveram origem da mistura de vírus humanos e de pássaros dentro de porcos), e instaram pela criação de um sistema oficial de vigilância da gripe suína: uma advertência a que ninguém ligou numa Washington preparada para deitar fora biliões em fantasias de bioterrorismo.

Mas o que causou esta aceleração da evolução da gripe suína? Os virologistas há muito acreditam que o sistema agrícola intensivo da China meridional é a principal fábrica de mutação da gripe: tanto os "desvios" sazonais quanto os "desvios" genómicos. Mas a industrialização da criação de gado rompeu o monopólio natural da China sobre a evolução da gripe. A pecuária, em décadas recentes, tem-se transformado em algo que mais se parece à indústria petroquímica do que a feliz fazenda familiar descrita nos livros escolares.

Em 1965, por exemplo, havia 53 milhões de porcos em mais de 1 milhão de fazendas; hoje, 65 milhões de porcos estão concentrados em 65 mil instalações. Foi a transição dos antiquados redis de porcos para vastos infernos de excrementos, contendo dezenas de milhares de animais com sistemas imunitários enfraquecidos, sufocando de calor e estrume enquanto trocavam patogéneos a uma rapidez cega com os colegas do lado.

No ano passado, uma comissão reunida pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre "a produção animal em fazendas industriais" que enfatizou o perigo agudo de que "os contínuos ciclos de vírus... em grandes rebanhos ou manadas [vão] aumentar as oportunidades para a geração de novos vírus através da mutação de eventos recombinantes que podem resultar em mais eficiente transmissão humano a humano." A comissão também advertiu que o uso promíscuo de antibióticos nas suiniculturas (mais barato que em ambientes humanos) estava a incentivar o crescimento de infecções de estafilococos resistentes, ao mesmo tempo que os derramamentos de esgotos produziam erupções de E coli e de pfiesteria (o protozoário que matou mil milhões de peixes nos estuários da Carolina e infectou dezenas de pescadores).

Qualquer melhoria desta nova ecologia patogénica teria de se confrontar com o monstruoso poder dos conglomerados de gado como as Smithfield Farms (porco e vaca) e a Tyson (frangos). A comissão relatou a existência de obstrução sistemática da sua investigação por parte das empresas, incluindo ameaças grosseiras de reter financiamentos a investigadores.

Trata-se de uma indústria altamente globalizada com influência política global. Só o gigante Charoen Pokphand, produtor de frangos com sede em Bangcoc, foi capaz de suprimir as investigações ao seu papel na disseminação da gripe das aves no sudoeste asiático, por isso é provável que a epidemiologia forense da erupção de gripe suína bata com a cabeça contra o muro da indústria de suínos.

Isto não quer dizer que nunca se encontrem provas flagrantes: já há bisbilhotices na imprensa mexicana sobre um epicentro de gripe em torno de uma grande subsidiária da Smithfield no estado de Veracruz. Mas o que mais importa (especialmente dada a contínua ameaça do H5N1) é a maior configuração: a fracassada estratégia pandémica da OMS , o maior declínio da saúde pública mundial, a camisa de forças da indústria farmacêutica sobre os medicamentos essenciais, e a catástrofe planetária da produção de gado industrializada e ecologicamente demente.

27 de Abril de 2009

Tradução de Luis Leiria

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Bloco em Primeiro Lugar no Boletim de Voto nas Europeias

Bloco ocupa primeira posição do boletim de voto nas EuropeiasO sorteio da ordem dos partidos no boletim de voto das eleições europeias de 7 de Junho deu o primeiro lugar ao Bloco de Esquerda pela primeira vez numa eleição nacional. Estas eleições contam com a participação de 13 partidos. Veja aqui a ordenação completa do boletim de voto.

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Assembleia de Freguesia

A Assembleia de Freguesia de Oliveira Santa Maria reune em Sessão Ordinária, no próximo dia 29 de Abril (Quarta-Feira) pelas 21:00 horas, no Salão Nobre da Sede da Junta, com a seguinte ordem de trabalhos:

Um-Apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Junta e da situação financeira de 01/01/09 a 31/03/09;

Dois-Taxas de Registo e Licenciamento de canídeos e gatídeos;

Três-Revisão Orçamental;

Quatro-Ratificação de Protocolo;

Cinco-Aditamento à Toponímia;

Seis-Discussão e Apreciação do Relatório de Actividades e Conta de Gerência do ano de 2008.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Tempo de Antena de Abril 2009

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cadernos Autárquicos Preparam Listas Eleitorais

Bloco edita material de apoio às listas das próximas autárquicasO Bloco editou num caderno alguns materiais de apoio aos activistas locais para preparação das candidaturas às eleições autárquicas. Neste caderno pode encontrar as declarações legais de candidatura, o compromisso que todos os candidatos nas listas do Bloco assumem com a organização e a resposta às perguntas mais frequentes.

Leia aqui o caderno autárquico.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Voluntariado para uma esquerda mais forte.

Voluntariado Bloco 2009

A política é uma responsabilidade de tod@s.
A crise convoca-nos para tomar parte num movimento de mudança.
A campanha de 2009 será a maior alguma vez realizada pelo Bloco de Esquerda.

Queremos que o período eleitoral seja um processo inclusivo e participado, que dê voz a quem tem vontade de se envolver num projecto conjunto. Porque a participação é necessária, o Bloco abriu o seu programa eleitoral ao debate público na internet, algo nunca antes feito por um partido em Portugal. Para além destes contributos, o Bloco convida-te a estar presente nas campanhas, de forma activa!


Inscreve-te como voluntári@. Vem conhecer de perto o trabalho do Bloco, as propostas e os candidatos.

Precisamos da tua ajuda para:
- Logística de campanha
- Dinamização e animação de actividades
- Divulgação e distribuição de materiais
- Tradução de textos e documentos programáticos

A equipa de voluntários será coordenada por membros do Bloco e acompanhada pelos candidatos através de sessões de preparação e formação.

Sessão inicial de apresentação: 23 de Abril, 21h, sede Rua S. Bento, 698 (metro Rato). Com Miguel Portas.

Inscreve-te. Faz parte desta força!


Inscrições e mais informações: preenche esta ficha e envia para: voluntariado@bloco.org Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
Ficha de Inscrição

Nome:
Concelho: Distrito:
e-mail: Telefone:
Áreas de Interesse:
- Logística de campanha
- Dinamização e animação de actividades
- Distribuição e divulgação de materiais
- Tradução de documentos e materiais programáticos
- Outras. Quais?

Comentários, perguntas, sugestões:

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Novo Cartaz do Bloco



O novo cartaz do Bloco começou a ser colado por todo o país. "Quem nos meteu na crise não nos tira dela", diz o outdoor que mostra o abraço de Sócrates a Durão Barroso após a aprovação do Tratado de Lisboa pelos chefes de governo da UE.

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Bloco no Parlamento

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Administradores da Galp ganharam quatro milhões de euros em 2008

Três figuras chave da Galp: Ferreira de Oliveira (presidente), Américo Amorim (maior accionista) e Fernando Gomes (administrador)Os seis membros da Comissão Executiva da Galp Energia ganharam em 2008 mais de quatro milhões de euros, 2,9 milhões de euros em remunerações fixas e 1,1 milhões em remunerações variáveis. Em média, cada administrador auferiu um salário mensal de cerca de 48.700 euros, ou seja mais de 1.800 euros por dia. A Comissão Executiva reuniu 49 vezes no ano de 2008.

Segundo o jornal Correio da Manhã desta Segunda feira, para além deste salário médio mensal, a Galp oferece ainda aos seis administradores executivos a constituição de um Plano Poupança Reforma, para a qual a empresa contribuiu com 90 mil euros por administrador em 2008.

Se algum dos administradores terminar funções antes do fim do mandato terá ainda direito a uma compensação, que pode chegar ao dobro da sua remuneração mensal fixa.

O jornal noticia ainda que a Galp Energia teve 478 milhões de euros de lucro em 2008, tendo as vendas e prestações de serviços subido 20,1%. Em impostos a Galp pagou 198 milhões de euros em 2008, menos 15 milhões do que em 2007. Esses impostos correspondem a uma taxa efectiva de 29%, enquanto em 2007 pagou 33%.

A Comissão Executiva é composta por: Ferreira de Oliveira (presidente executivo), Fernando Gomes (ex-dirigente do PS e antigo presidente da Câmara do Porto), Carlos Gomes da Silva, André Palmeiro Ribeiro e dois representantes da petrolífera italiana ENI: Cláudio De Marco e Fabrizio Dassogno.

E é o PS um governo de esquerda??

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Bloco/braga lança petição online pela destituição de Névoa

Os accionistas da Braval vieram, em comunicado à imprensa, tentar justificar o injustificável, procurando converter a eleição de Domingos Névoa para a presidência da Braval num simples acto corrente de gestão e naturalmente resultante da privatização parcial da AGERE.

Pode admitir-se que invocar o acordo parassocial da AGERE seria uma explicação para que a Geswater detivesse a presidência da Braval, mas nunca justificaria que um condenado por corrupção ocupasse esse lugar.

Em tempo oportuno o Bloco de Esquerda pronunciou-se contra a privatização da AGERE, tendo mesmo sugerido a realização de um referendo local, dado tratar-se de matéria não apresentada aos cidadãos na campanha eleitoral. Dessa privatização voltaremos a falar oportunamente, sendo a posição do BE clara: a água é um bem público, que em circunstância alguma deve ser colocado à disposição dos privados para a acumulação de lucros.

Mas o que está em causa neste momento, e é bom que os partidos se pronunciem de forma inequívoca sobre isso, é se Domingos Névoa deve ou não ser destituído do cargo para que foi eleito. Com a certeza de que quem não se pronunciar está a aceitar a justificação pífia dos que o elegeram, e a ser objectivamente conivente com a corrupção.

Ricardo Rio, líder do PSD em Braga, e autoproclamado futuro presidente da Câmara, endossa todas as responsabilidades para Mesquita Machado, tentando branquear o comportamento dos presidentes de câmara do seu partido que votaram a nomeação de Névoa. Ricardo Rio esquece-se que ele e o seu partido são co-responsáveis pela privatização de 49% da AGERE, tendo à época lamentado que não se privatizasse mais de 50%. Se agora está arrependido das consequências dessa privatização, também aqui é bom que exista coerência entre o discurso e a prática e que Ricardo Rio exerça a sua influência junto dos autarcas social-democratas para que se pronunciem a favor da destituição de Domingos Névoa. De outra forma poder-se-á concluir que os presidentes de câmara PSD são coniventes com Mesquita Machado e que o discurso da transparência de Rio só é válido na oposição.

O Secretariado Distrital do Bloco de Esquerda
Braga, 2 de Abril de 2009

Assine a petição para a destituição de Névoa aqui: http://www.petitiononline.com/nevoanao/

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Futuro do município comprometido

Quando a coligação PSD/CDSPP chegou ao poder em V. N. de Famalicão, depressa veio denunciar a difícil situação financeira da autarquia, herdada da anterior gestão socialista. Curiosamente, depois de ter apregoado aos 4 ventos que haviam equilibrado as contas, preparam-se agora para deixar a “saúde financeira” da Câmara Municipal hipotecada para as próximas décadas.
Durante 7 anos, Armindo Costa e a sua equipa desbarataram os muitos milhões de euros dos sucessivos orçamentos municipais em festas, propaganda, assessorias e afins, sem que fossem feitas significativas obras em benefício de todos os famalicenses. Nos últimos tempos, tendo gasto o dinheiro e não tendo obras para poder inaugurar e deixar lá a respectiva placa com o nome, a única opção foi recorrer a empréstimos bancários para fazer uma série de obras que têm vindo a ser anunciadas ultimamente. Ou seja, os recursos financeiros do município foram gastos em coisas perfeitamente dispensáveis e para as obras que os famalicenses precisam, hipotecou-se a capacidade de desenvolvimento por força do pagamento desses empréstimos durante 20 anos.

Ler o texto completo.

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Aviso aos Cidadãos Eleitores

As alterações introduzidas ao Recenseamento Eleitoral pela Lei n.º 47/2008, de 27 de Agosto, promoveram diversas medidas de simplificação, com destaque para a inscrição automática de eleitores no recenseamento.

Assim:
- Os cidadãos portadores de Cartão de Cidadão ficam automaticamente inscritos na freguesia correspondente à morada que tenham indicado no pedido do referido cartão.
- Os cidadãos detentores de Bilhete de Identidade válido que nunca se tinham inscrito no recenseamento eleitoral foram automaticamente inscritos na freguesia da residência indicada no Bilhete de Identidade.
- Os jovens de 17 anos foram igualmente inscritos, podendo votar se, à data do acto eleitoral, já perfizeram 18 anos.
Verifique o seu número de eleitor/a, bem como a freguesia onde vota.

Pode utilizar um dos seguintes meios:
• consulte via Internet www.recenseamento.mai.gov.pt
• envie um SMS para 3838
• informe-se na respectiva Junta de Freguesia.

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Energia deve ser pública

"A todos o que é de todos" é o slogan do novo outdoor do Bloco que defende o controlo público dos bens comuns da energia. Os lucros da EDP e GALP somaram 1500 milhões de euros e o Bloco defende que sejam aplicados ao serviço da população e não distribuídos apenas a uma mão-cheia de accionistas.

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Vozes

Muitas promessas , e pouca obra apresentada ao fim de 2 mandatos, mas esta é a minha humilde opinião .
Nota-se perfeitamente que estamos em ano de eleições, instala-se a confusão um pouco por todo o lado, principalmente nas freguesias com junta PSD, na nossa nomeadamente temos uma obra que foi iniciada à precisamente 4 anos atrás (ano de eleições) e só agora voltou a arrancar "coincidência" será??? Sinceramente não me parece, mas o mais caricato é a obra em questão de tempos a tempos parar alguns dias, será para descanso do pessoal, ou por o empreiteiro estar "escaldado e ter medo de água fria"???
Outros assuntos que me fazem questionar o PSD de Famalicão são as pessoas de confiança que eles escolhem para integrar as suas listas, um dá um desfalque e foge para o Brasil, outro pega-se com o presidente da assembleia de freguesia, suspeita-se que também meteu a mão na massa (são as vozes do povo que o dizem), e conseguiu que a junta de Oliveira Sta Maria batesse o recorde de processos judicias contra a mesma.
Peço imensas desculpas Exmo. Sr. Eng., pois é claro que o senhor não adivinha, para si eles eram bons homens e de confiança!!! Pois é Sr. Arq. parece que se enganou e para mim como eleitora, não basta retirar a confiança politica , quero mais... mais justiça, mais imparcialidade e mais obra feita ao longo dos mandatos, e não só no final dos mesmos como tem vindo a acontecer......
Espero que os eleitores reflitam bem na hora de votar, para depois não se queixarem, que o façam com consciência.

E esta foi a humilde opinião de uma eleitora revoltada.

Isabel Carvalho

Comentário ao Post " No Coment"

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Bloco de Esquerda 10 Anos

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No Coment

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VI convenção

Mais uma vez o nucleo de Oliveira Santa Maria mostra a sua força e leva delagados á VI Convenção do Bloco de Esquerda.

Na intervenção de encerramento da VI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã afirmou que para combater a exploração e a ganância - que é o "nome próprio do capitalismo" - é necessária uma "esquerda grande". Antes do encerramento, os delegados votaram as três moções de orientação em alternativa. A Moção A obteve 424 votos (84,1%), a Moção B 19 votos (3,8%), e a Moção C 61 votos (12,1%). Leia a notícia e ouça as intervenções das moções no portal esquerda.net. Veja aqui os vídeos da intervenção de encerramento .

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Jantar comemorativo do 25 de Abril



No dia 25 de Abril de 2008, o BE de Oliveira Santa Maria realizou um jantar comemorativo do 34º aniversário da revolução dos cravos, na casa de pasto "Tonicha" em Oliveira Santa Maria, onde estiveram presentes aderentes e simpatizantes do nucleo desta freguesia.
Este jantar serviu tambem de mote para o arranque dos trabalhos tendo em vista os próximos compromissos politicos.

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Assembleia de Freguesia

Assembleia de Freguesia em Oliveira Santa Maria

Quinta-feira, 21 de Junho (Quinta-feira) ás 21 Horas

No salão nobre da sede de junta

Ordem de trabalhos:

1º - Informações do Sr. Presidente sobre a actividade da mesma;

2º - Revisão Orçamental.

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Vozes

Uma das grandes lacunas da freguesia, e uma grande preocupação dos pais de jovens que aqui habitam, espaços ludicos. Aqui ficam as palavras de uma dessas mães:

"E mais um ano sem espaços ludicos para as nossas crianças??? vao continuar nas ruas durante as ferias?? vamos, nós os particulares, criar uma biblioteca, um espaço de convivio para os nossos jovens? agradeço aqui á ADO por ter cedido o campo para treino da equipa coca-cola feminina participar, e que teve uma boa qualificação!! Obrigado ao Angelo que tem deixado os jovens conviverem. E deixo aqui o apelo a todos os particulares que estiverem interessados em promover um espaço de convivio para os nossos jovens, que se unam, para nao deixar-mos que caiam nas piores tentações. Vamos ajudar estes jovens a ter um melhor futuro,porque é mesmo muito triste estarem as aulas a acabar e os pais nao saberem onde ficam os seus filhos durante o dia, uma aldeia com tantos jovens e sem qualquer espaço...Já agora vejam o site da coca-cola e vejam como os particulares conseguem meter uma equipa de jovens femininas a jogar a nivel nacional com o nome ADOliveirense...

Um bem haja para todos.
Silvia Oliveira"

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V Convenção Nacional do BE

É com grande orgulho que o núcleo do Bloco de Esquerda de Oliveira Santa Maria se faz representar na V Convenção do Bloco de Esquerda, que se realizou nos passados dias 2 e 3 de Junho de 2007 no Fórum Lisboa.

Aqui uma vez mais o Bloco afirma a construção de uma esquerda protagonista, com mais activismo, mais organização e mais acção politica. Nos próximos dois anos, a prioridade do BE é a do reforço da luta social que responda ao governo Sócrates.

O Bloco tem definido as suas politicas nas respostas ás grandes questões do presente, como o desemprego, a defesa dos serviços públicos e da segurança social. Temos também lutado contra as descriminações e injustiças que desenham o código genético do capitalismo na era da globalização. Nesta Convenção, a esquerda socialista desenvolveu essa mesma inquietação e determinação, convocando á reflexão sobre as alterações climáticas. O planeamento dos recursos colectivos, contra a cegueira dos mercados, e a mobilização das capacidades sociais contra a irresponsabilidade, são urgências que definem a civilização.

Nesta Convenção confrontaram-se e debateram-se 4 Moções, e o regimento, na qual esta confrontação e debate são benefícios para fazer avançar politicamente uma organização que quer uma Esquerda Nova, que aprofunde a democracia e o socialismo para o século XXI.



Para saber mais vá a www.esquerda.net

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Grades do Pontilhão

Já há muito tempo, que a população se questiona sobre as grades do pontilhão, junto á Igreja.
Depois das obras na estrada municipal, as grades existentes no pontilhão nunca mais foram repostas.
-Porquê? Pergunta-se. Será uma obra muito cara ou falta de vontade.
E afinal de quem é a responsabilidade, da Camara ou da Junta de Freguesia??

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BE vota contra Contas de 2006

Na ultima Assembleia de Freguesia, realizada no passado dia 26 de Abril, o membro eleito pelo BE, Marcelo Oliveira, votou contra o relatório de actividades e conta de gerência do ano de 2006.
Depois de ter transitado uma divida a terceiros ,por parte da Junta de Freguesia, do ano 2005 para o ano 2006 no valor de 200.200,56 Euros, e depois de todos terem visto que no ano de 2006 nada se fez nesta freguesia , mesmo assim transita de 2006 para 2007 uma divida a terceiros no valor de 206.726,20 Euros.


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Assembleia de freguesia 28/12/2006

Estrato da acta da Assembleia de Freguesia do dia 28 de Dezembro de 2006.
Intervenção de Marcelo Oliveira eleito pelo BE.


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Rua Arias de Brito

Depois da ultima intervenção, á imprensa local (jornal entre vilas), do presidente da junta de Oliveira Santa Maria, ficamos com a ideia que nesta freguesia esta tudo practicamente feito e que não há problemas, pois, vamos mostrando que não é bem assim.

Aqui fica o primeiro exemplo, Rua Arias de Brito, uma rua bastante irregular e em terra que quando chove se torna intransitavel, este assunto já foi levado a Assembleia de Freguesia pelo BE e continua tudo na mesma.

Se os moradores tivessem jeeps....



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Assembleia de Freguesia

Assembleia de Freguesia em Oliveira Santa Maria

Quinta-feira, 26 de Abril ás 21 Horas

No salão nobre da sede de junta

Ordem de trabalhos:

1º - Informações do Sr. Presidente sobre a actividade da mesma;

2º - Taxas de registo de canídeos e gatìdeos

3º - Dicussão e apreciação do relatório de actividades e conta de gerência do ano 2006.

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Investimento reduzido

A Junta de Oliveira Santa Maria vai gerir um orçamento de 378 mil euros em 2007. O executivo, liderado por António Oliveira, admite a redução do investimento, mas sublinha que o novo ano será “mais importante” para a freguesia do que o ano transacto.

A Junta de Freguesia de Oliveira Santa Maria vai gerir cerca de 378 mil euros em 2007. O plano de actividades e orçamento foi aprovado pela Assembleia de Freguesia, com a abstenção dos deputados do Bloco de Esquerda, Marcelo Oliveira, e do Partido Socialista, Serafim Rodrigues.



Apesar de registar uma diminuição considerável no orçamento para o ano que agora inicia, o presidente da Junta de Freguesia, António Oliveira, afirmou que 2007 será “ainda mais importante” do que o ano de 2006. “Grande parte das obras deste ano foram realizada através de protocolos com a Câmara Municipal, mas no próximo ano outras obras serão executadas directamente pela administração municipal”, frisou o autarca, referindo-se essencialmente ao projecto de reabilitação do largo do Mosteiro.
Contudo, Armindo Dinis, secretário do executivo, referiu que este é o plano “possível” atendendo às condicionantes financeiras que as autarquias locais atravessam. “Houveram cortes orçamentais para as Câmaras, pelo que a probabilidade de celebrar protocolos com a Câmara de Famalicão é reduzida”, anotou aquele responsável, adiantando que se a situação económica se alterar a Junta de Freguesia avançará com um orçamento rectificativo.
De acordo com os documentos, a prioridade do executivo vai para a rede viária, rubrica que absorve a maior fatia destinada às despesas de capital. Assim, em 2007, a autarquia de Oliveira pretende realizar cerca de 173 mil euros em obras de viação rural. Para além de outras obras, destaque para a repavimentação da rua Vista Alegre e da Travessa de S. Pedro, vias que se encontram em terra batida e que vão sofrer melhoramentos este ano.
O plano faz também referência à rua de Real, sendo que o orçamento apresenta a dotação de 20 mil euros. Refira-se que esta obra mereceu duras críticas dos órgãos concelhios do Bloco de Esquerda, por não ter sido pavimentada apesar dos paralelos se encontrarem no local há meses. “Esta via continua a ficar para trás não obstante o protocolo celebrado com a Câmara”, observou Marcelo Oliveira.
O presidente da Junta não aceitou as criticas, lembrando que a autarquia havia pavimentado cerca de 4 mil metros quadrados da rua de Real. “Metade da rua está pavimentada e não é verdade que exista apenas um amontoados de paralelos, como o BE afirmou. Não foram precisos nessas declarações”, lamentou António Oliveira, adiantando que a pavimentação daquela via continua a ser uma prioridade do executivo. “Faz parte do nosso plano, mas é uma intervenção que exige um grande investimento, ao contrario de outras, como é a rua de Vista Alegre que exige um menor esforço financeiro, mas onde alguns carros já ficaram atulhados neste inverno. A Junta está atenta às necessidades da freguesia e estamos a trabalhar para que elas sejam correspondidas”.
O deputado do BE disse ainda que as obras de reabilitação do largo do Mosteiro não avançaram e que o plano de actividades nada refere sobre o projecto da Quinta da Casa Nova. Na resposta, o líder do executivo voltou a afirmar que o BE errou no alvo. “A Junta não se limitou a arranjar o muro e a demolir o coreto no largo do Mosteiro. O Marcelo sabe que o muro foi reconstruído e tem conhecimento que o protocolo celebrado contemplou também o arranjo da estrada municipal. As críticas não me ferem, mas lamento que não correspondam à verdade”, sustentou António Oliveira.
Quanto ao projecto da Quinta da Casa Nova, o autarca admitiu que o mesmo “não tem tido o andamento que gostaríamos”, mas mostrou-se convicto na sua concretização até ao final deste mandato. “Nos últimos tempos esse processo tem avançado muito significativamente, porque há projectos a serem executados e pessoas capazes de os suportar. O que podemos dizer é que nesta altura está no bom caminho”, atirou.
Os documentos referem ainda a existência de uma verba de 50 mil euros para as escolas. Interpelado pelo deputado do PS, António Oliveira adiantou que grande parte daquela verba se destina à escola do Alto da Estrada (recuperação e construção de um polidesportivo), salientando que a pré-primária ali existente será enquadrada no projecto da Quinta da Casa Nova, para onde estão previstas diversas valências sociais.
“Estarei aqui para cobrar, mas quer-me parecer que estes 4 anos serão muito fracos em termos de investimento. Fizeram-se promessas que eventualmente não chegarão a ser cumpridas”, anotou Serafim Rodrigues.

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BE em visita de trabalho

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O Bloco de Esquerda começou uma série de visitas de trabalho às freguesias onde pretendem denunciar as obras prometidas e ainda não concretizadas. Oliveira de Santa Maria foi a primeira localidade onde os bloquistas apontaram a quinta da Casa Nova, que não está a ser rentabilizada, assim como o facto da rua de Real não ter sido ainda, pavimentada. O arranjo do adro da igreja é outra das obras visadas.

Denunciar as promessas por cumprir e as obras que a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia se comprometeram realizar e ainda não estão concretizadas, é o intuito das visitas de trabalho que o Bloco de Esquerda vai realizar a diversas freguesias.
As jornadas de trabalho começaram pela freguesia de Oliveira de Santa Maria, onde os bloquistas apontaram três obras: o arranjo do adro da igreja, a Quinta da Casa Nova e a pavimentação da rua de Real.
Para Adelino Mota, que se fez acompanhar na visita da deputada municipal, Ana Marcelino, e do deputado na Assembleia de Freguesia, Marcelo Oliveira, o facto da autarquia famalicense ter gasto 400 mil euros, há cerca de quatro anos, na aquisição da quinta da Casa Nova, “é injusto” já que o investimento não está a ser rentabilizado.
“Com a compra desta quinta, a Câmara Municipal inviabilizou outro projecto que poderia trazer condições para a população e, a quinta da Casa Nova continua sem rentabilidade”, afirmou Adelino Mota.
Do mesmo modo, os bloquistas denunciaram “o quanto é mal aplicado o dinheiro dos munícipes, uma vez que a Câmara Municipal assinou, com a Junta de Freguesia, dois protocolos no valor de 50 mil euros cada, no ano que passou, para o arranjo urbanístico do adro da igreja”. E, apontam que o que vêm ter sido feito “é o arranjo de um muro”. “Já estamos no final de 2006 e será que foram aplicados os 100 mil euros nesse muro”, questionam.
O BE critica ainda, o facto da rua de Real não ter sido pavimentada apesar dos paralelos se encontrarem no local há meses e, segundo apontam, da Câmara Municipal ter já realizado um protocolo com a Junta de Freguesia para dar início à obra. “Já se encontram no local, há muitos meses, os paralelos para a pavimentação e a Câmara já assinou com a Junta de Freguesia um protocolo para dar início às obras. O protocolo foi assinado em 2005 mas, também aqui, as obras ainda não começaram”, apontam. Os bloquistas explicam que a referida artéria liga Oliveira de Santa Maria a Oliveira de S. Mateus, o que permite aos moradores um acesso mais rápido.
Por outro lado, o BE lamenta “a forma como a Câmara Municipal se alheia da fiscalização na aplicação dos protocolos que ela própria assina com as Juntas de freguesia”, acusa Adelino Mota.

Por: Alexandra Lopes

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“Marcha pelo Emprego” desfilou em Famalicão e Guimarães

Mostrar ao Governo que podem ser tomadas medidas para combater o desemprego foi um dos intuitos da “Marcha pelo Emprego”, que percorreu várias localidades de Famalicão e Guimarães. Aliás, o Vale do Ave é uma das regiões onde se registam mais desempregados, nomeadamente da indústria têxtil. O BE esteve em contacto com trabalhadores e ex-trabalhadores da têxtil.

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O trabalho precário, o desemprego, a “imposição de trabalho extraordinário sem remuneração, foram alguns pontos lembrados pelo dirigente do Bloco de Esquerda de Joane, Manuel Cunha à chegada da “Marcha pelo Emprego” à vila.
Depois de percorridos 15 quilómetros, desde Pevidém até Joane, passando por Gondar, Pedome, Oliveira de Santa Maria e Mogege, a “Marcha pelo Emprego” chegou à vila joanense cerca das 17h30, com cerca de 120 pessoas.
“Assistimos ao empurrar dos trabalhadores com 50 anos para o desemprego”, adiantou Manuel Cunha lembrando ainda a deslocalização de empresas para os países de leste. E continuou: “As grandes fortunas contrastam com a miséria”.
Manuel Cunha lembrou ainda os jovens licenciados, e apontou que a “Marcha pelo Emprego” é um passo no sentido de melhorar as condições dos trabalhadores.
Francisco Louçã defendeu a redução do horário de trabalho e alegou que há cerca de 100 anos que existem lutas nesse sentido e não houve redução da produção.
O líder bloquista respondia a críticas veiculadas num artigo de opinião de um semanário nacional, argumentando que a redução do horário de trabalho não afectou a produção porque se soube dar resposta. Por isso, alegou os novos métodos e as novas tecnologias.
Francisco Louçã preconizou a redução da carga horária para as 36 horas, com possibilidade de distribuição por quatro dias. Pois, considera que a redução das horas de trabalho permitirá uma melhor distribuição do emprego.
“Não vamos andar a dizer que é fácil criar novos empregos, mas é necessário acabar com a existência de 550 mil pessoas que não conseguem trabalhar”, adiantou o líder do BE.
A título de exemplo, Louçã apontou o caso de França onde a redução do horário de trabalho, onde apesar de não ter conseguido o “emprego pleno”, criou muitos postos de trabalho.
Abordando concretamente o Vale do Ave, Francisco Louçã apontou que um dos intuitos da “Marcha pelo Emprego” é contactar com as pessoas e conhecer mais de perto os seus problemas.
“As pessoas vêm ter connosco contar-nos os seus problemas e encontramos muitos desempregados têxteis. Mas é isso que nós queremos, que as pessoas venham ter connosco e nos falem dos seus problemas”, explicou. A “Marcha pelo Emprego” pretende ser um “desafio poderoso lançado contra o Governo e as políticas económicas do último ano” e vai percorrer 300 quilómetros em 17 dias. A iniciativa começou em Braga no passado dia 1 e termina em Lisboa no dia 17.

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BE marcha pelo emprego

Pevidém e Gondar, do concelho de Guimarães, Pedome, Oliveira Santa Maria e Joane, do concelho de Famalicão são algumas das localidades por onde vai passar a “Marcha pelo Emprego”, promovida pelo Bloco de Esquerda e que vai percorrer, de 1 a 17 de Setembro, o país de lés-a-lés.
Segundo Adelino Mota (na foto ao centro), esta iniciativa está aberta a todas as pessoas que nela queiram participar, tratando-se uma campanha de combate, “enfrentando o Governo e apresentando alternativas contra o desemprego e a precariedade”.
O objectivo desta marcha, que não pretende ser um “instrumento de propaganda abstracto nem de divulgação ideológica”, passa por mostrar que se podem tomar desde já medidas concretas para reduzir o desemprego e para proteger os direitos sociais. “Queremos, por isso, apresentar um programa concreto, detalhado, credível e por isso mesmo mobilizador, que inspire a acção social, os cadernos reivindicativos e a luta dos desempregados e que influencie o debate político”.
A marcha inicia-se em Braga no dia 1, percorre depois o concelho de Guimarães, no dia 2 e chega a Famalicão no dia 3. Entrará no concelho pela freguesia de Pedome, vindo das freguesias de Pevidém e Gondar, parando em Oliveira Santa Maria para almoço, que se realizará na sede do Rancho Folclórico das Lavradeiras. Segue depois em direcção a Joane, onde chegará por volta das 17 horas, após ter passado pelo interior da freguesia de Mogege.
Esta jornada de luta será encerrada com uma sessão pública, na Biblioteca Municipal de Famalicão, pelas 21 horas, onde estará presente Francisco Louçã.

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Abaixo-assinado reivindica solução para o cruzamento de Oliveira Santa Maria

Os utilizadores da VIM estão preocupados com o cruzamento de Oliveira Santa maria Por isso, na tentativa do problema ser resolvido rapidamente estão a promover um abaixo assinado

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Cansados de esperar por uma solução, os utilizadores da Via Intermunicipal (VIM) que liga Joane a Vizela decidiram promover um abaixo-assinado para enviar à Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE), que tutela a via.
Os utilizadores querem uma solução "urgente" para o cruzamento que permite o acesso às freguesias de Oliveira de Santa Maria e Pedome.
De resto, este é um local sobejamente conhecido pelo elevado número de acidentes que ali acontecem. Além da fraca visibilidade, a sinalização está destruída e, dos semáforos restam os postes que outrora os suportavam.
Por isso, no abaixo-assinado, que está a circular pelas freguesias de Oliveira de Santa Maria e São Mateus, Pedome, Joane, Mogege, Castelões, Ronfe, Serzedelo e Guardizela, solicitam “a resolução do estado caótico em que se encontra o cruzamento”. E, acrescentam: “Dado haver um número elevado e constante de acidentes neste local, dos quais têm resultados inúmeros feridos e algumas mortes, é urgente que se encontre uma solução a fim de se evitar mais sinistros”.
Para Marcelo Oliveira, um dos promotores do abaixo assinado este é um “problema que se tem arrastado e, é altura de fazerem alguma coisa”. E acrescenta: “Este abaixo assinado é uma forma de mostrar o nosso desagrado”.
Este utilizador da via refere que no cruzamento não existem semáforos, a estrada está cheia de buracos e, aponta até um cruzamento semelhante na zona de Guardizela onde os semáforos também não funcionam.
“Não nos compete a nós apontar uma solução, mas da maneira que está não pode continuar”, afirma, acrescentando que a solução teria sido um “viaduto”, quando construíram a estrada, “agora não sei se será possível”.
Tal como o Entre Vilas havia noticiado, a VIM possui problemas que urgem ser resolvidos como a falta de iluminação e a sinalização horizontal e vertical em mau estado, assim como o piso. Apesar dos postes de iluminação lá colocada, facto é que longos troços continuam às escuras dificultando a visibilidade dos condutores.
A AMAVE apontou, no ano transacto, que a via deveria sofrer obras de beneficiação durante este ano. Na altura, a instituição concordava que a VIM necessitava de uma “grande intervenção”.
O Entre Vilas tentou saber junto da AMAVE a data em que pretende levar a cabo as referidas obras e, o que estaria previsto para o cruzamento de Pedome, mas apesar das tentativas tal não foi possível.

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